Vindas diretamente de Moreno, Argentina, Eleonora e Daiana aterrissam em solo brasileiro para uma turnê inédita da banda Ingrávida: a Sedienta Marcha 2008.
Com formação especial - Douglas Demolition do Vincebuz na bateria, o trio percorre cidades nos arredores de São Paulo e Minas Gerais com uma intensa agenda de shows, entrevistas, ensaios e gravações.
Da primeira semana de maio até o início de junho, começando pelo pocket-show no Caffeine Sound Studio e passando por uma grande festa num sítio em Nazaré Paulista, Ingravida marcou forte presença ao público, que não ficou imune à porrada do rock que a banda mandou por onde passou. Quem estava lá viu, noite após noite, performances especiais e inesquecíveis de Eleonora na guitarra e voz, Daiana no baixo e Douglas na bateria.
As ‘chicas’ também participaram da programação da Rádio Cão Especial Banda de Garotas, ao lado da banda Biggs, com uma descontraída e divertida entrevista.
Uma experiência marcante de amizade na curta convivência de um mês deixa a certeza de que essa foi apenas a primeira de muitas turnês que ainda estão por vir.
Preciso lavar meu rosto. Os dentes estão limpos, mas preciso lavar meu rosto. A porta. Planejei o dia para ficar só e essa maldita porta! Por que hoje? Correio.
Novamente só, noto a nudez do meu rosto, que incomoda meu pensamento no momento vário de momentos únicos sem qualquer solicitação física, enquanto me saltam os impulsos mentais.
Tudo está limpo e eu estou só. Dispenso meu paladar de tatear sabores, permito ao meu ouvido a leitura da sombra que agora me inspira a criar.
Que multidão invasiva, tão próxima, solta e irregular. Ninguém nota sentido na massa humana. A luz vermelha dá-lhes a ordem e obedecem, cegos, sem nada questionar. Presos à sua submissão. Eu sou essa massa. Faço parte disto quando atravesso a rua, obedecendo o ritmo social. Triste conjunto compacto incapaz de admitir estar só dentro do limite de sua carne, da sua culpa. Resta-nos rir. Rir de nós mesmos, dos semelhantes, dos distantes, dos errantes.
Esta carta me olha. Eu olho a multidão. A carta está fechada, a janela está fechada. Não vejo nada, só antecipo o óbvio e me surpreendo quando algum item se desloca. O prazer da nova atenção diante do inesperado me detém por pouco instante até que eu abra a segunda carta. Cobrança. Volto à janela. A fresta é suficiente para meus olhos fixarem as imagens. As mesmas imagens.
A porta. Será possível?! Parece mais distante o espaço entre o quarto e a maçaneta. Já vou! Imaginava que era você. Mas hoje não é um bom dia para conversa. Você se sente só como eu. Sua presença me incomoda, mas você não nota. Sim, você nota, mas precisa desabafar e não encontra mais ninguém que te ofereça compaixão suficiente para suportar as tuas lamentações. Vinho? É, sei que está muito cedo, mas acordei há um tempo já e não me importo com o relógio. Água? Café. Você vai caminhar atrás de mim até a cozinha, falando incessantemente. Vai se sentar na mesma cadeira, apoiar o cotovelo esquerdo na mesma mesa fria e depois recolhê-lo, com um gesto previsível de cuidado consigo, aquecendo-se com as mãos pequenas, que esfregam seus braços fracos, num gesto enérgico e tolo. É sempre igual, mas precisamos disso, dessa rotina estúpida.
Alcanço o armário, trago duas canecas e sento a encarar teus olhos grandes e ávidos, ansiosos por coisas que eu nunca decifro. Você me irrita e eu não sei como te expulsar daqui! Sua mão vai percorrer a asa da caneca, investigar a página da folhinha arrancada de ontem, esmagar a pequena formiga que caminha sobre a toalha surrada, vasculhar o buraco da mesma toalha. A mesma coisa, a mesma coisa!
Mais café? Ah, o vinho. Sim. Não, agora a ansiedade percorre minha espinha. Eu vou abrir o vinho e estou de costas para você, sem saber se sua mão mata outra formiga. Você fica sempre nessa cadeira e não encontra posição. Sua presença me incomoda e você se incomoda com a cadeira. Vou até a janela, olho para baixo. Lavo as canecas rapidamente e trago de volta para a mesa. Agora vou me sentar nesta outra cadeira e te servir o vinho assim, de longe. Imaginei que seu olho ia percorrer minha mão, todo o meu braço até chegar ao meu olho. Espanta-te o meu movimento. Não me movo. Que lástima! Não quero aparentar tristeza!
Sim, há três dias eu não saio de casa. Ontem você me fez a mesma observação, minha amiga. Depois comenta sem me encarar que é preciso se isolar para criar. Quer me consolar, mas não preciso de consolo. Oferece-me o exemplo do seu aluno que falta às aulas ao menos duas vezes no mês e, ao final do teste, extrai do pobre violino todo o seu potencial.
Você se levanta com a caneca na mão. Caminha até o piano e percorre os dedos suavemente pelas teclas. Volta e senta à minha frente, na mesma cadeira. Sempre a mesma cadeira! Mais vinho? Você nunca se serve! Você conhece cada canto da minha casa mostrando mais intimidade com ela que eu, mas não toca em nada que eu não ofereça, não pertence a nada. Pertence aos meus olhos e se limita a isso. Limite que você se impôs. Eu sempre te ofereço o piano, mas você nunca se senta e nunca toca para mim nenhuma música. Nem mesmo uma nota! Você parece muito leve! Parece impossível que seus músculos consigam fazer pressão suficiente para trazer um acorde ao ambiente. Eu sempre duvido disso, mas sempre me calo. Satisfaz-me que você não cobra palavras minhas. Não sei o que te dizer! Você fala tanto! Fala coisas que não precisam de complemento. Fala coisas vazias e previsíveis, repetidas.
Mais vinho. Minhas pernas estão começando a relaxar e percebo que um sorriso meu escapou até você. Eu não esperava por isso. Nem de onde tirei esse sorrir. E você me retribui com um espasmo facial, que, eu sei, é afável e compatível a um sentimento de descontração. Você às vezes me espanta! Não para de falar! E eu quero escrever! Preciso criar hoje. Preciso ficar só hoje! Já estou angustiando, definhando meu humor. É uma situação limite, você precisa sair agora e eu não consigo te dizer isso. Observo o relógio, observo minhas mãos, que vão aumentando e ficando sem lugar para onde correr, para onde escorrer.
Você se levanta, suspira. Dá uma desculpa qualquer, agradece pelo café. Agradece pelo vinho. Espera por uma palavra minha. Eu acho que soltei um grunhido irreconhecível de consentimento ao que você acaba de dizer. Abro a porta. Uma rápida despedida encerra o constrangimento. Fecho a porta devagar, com cuidado para não produzir ruído. A porta. Agora ela deve permanecer fechada até o fim do dia. Volto as costas para o mundo lá fora.
Vou caminhando ao quarto. Repentinamente, pego o agasalho e saio, com passos não muito lentos, nem tão rápidos que impeçam meus olhos de se confrontar com as cores do ladrilho na parede e das manchas de umidade que envelhecem o corredor desta antiga casa. Ponho os pés no cimento e caminho atrás da minha sombra, criada pelo sol fraco dessa manhã fria. Cabeça baixa, talvez um pouco de tontura, não sei ao certo. E cada passo despe a impressão de vazio e de que não tenho nada na mão.
As Oficinas Culturais Itinerantes Sinfonia de Cães têm o objetivo de levar gratuitamente cultura e entretenimento aos moradores dos bairros periféricos da zona norte, ocupando diversos espaços públicos, e dviididas em um tema a cada mês.
Junho – Violência Urbana – De quem é a culpa?
Durante o mês de junho, os participantes das oficinas debatem seus pontos de vista acerca da violência nas grandes cidades, dando ênfase aos subúrbios e periferias. Desta forma, as oficinas buscam a conscientização quanto às causas dessa onda de crimes que vem assolando toda a população.
22 de Junho Arte Urbana – das 14:00 às 16:00. Arte no Jornal – das 16:00 às 19:00. CICAS – Centro Independente de Cultura Alternativa e Social. Av. dos Poetas, s/n (Próx. À Pça. João Penido Burnier)
26 de Junho Juventude x Violência – das 17:00 às 19:00. CICAS – Centro Independente de Cultura Alternativa e Social. Av. dos Poetas, s/n (Próx. À Pça. João Penido Burnier).
28 de Junho Conclusão das Oficinas - das 14:00 às 18:00. Oficina de Vídeo-clipe CCJ - Centro Cultural da Juventude Av. Deputado Emilio Carlos, 3641 - Imirim
JULHO - Conservação Ambiental: O que você faz?
Assunto de extrema importância e destaque mundial, a conservação do meio ambiente e dos recursos naturais é responsabilidade de todos. O tema irá incentivar a auto-avaliação dos participantes quanto ao seu papel neste processo no qual ações individuais são de grande relevância.
05 de Julho
Bate-papo sobre o Parque Estadual da Cantareira e o sobre o livro "Ciclo da Caapora", entre outros assuntos sobre conservação ambiental.
Local: CCJ - Centro Cultural da Juventude Endereço: Av. Deputado Emilio Carlos, 3641 – Imirim – São Paulo - SP
Horário: 14h
Palestrante: Ana Carolina Moreira Ayres
12 de Julho (Sábado)
Apresentação sobre reaproveitamento e reciclagem do lixo, coleta seletiva e consumo consciente. Haverá também uma tarefa prática de jardinagem.
Local: CICAS – Centro Independente de Cultura Alternativa e Social. Endereço: Av. dos Poetas, s/n (Próx. à Pça. João Penido Burnier) – Edu Chaves - São Paulo - SP Horário: 14h
Dia 19 de julho (Sábado)
Apresentação sobre a distribuição, o desperdício e o uso racional da água.
Local: Casa de Cultura Santo Amaro – SP Endereço: Praça Dr. Francisco Ferreira Lopes, 434– São Paulo - SP (altura do n.º 820 da av. João Dias / em frente a Biblioteca Kennedy)
27 de Julho (Domingo)
- Vivência dos assuntos abordados no bate-papo do dia 05 sobre o livro “Ciclo da Caapora”;
- Caminhada até a pedra grande;
- Piquenique;
- Caminhada até a lagoa das carpas e trecho da trilha do Bugio.
Local: Parque Estadual da Cantareira – Núcleo Pedra Grande
Endereço:Rua do Horto, 931 – Tremembé – São Paulo - SP
Horário:Saída do CCJ às 8h00 e chegada ao parque às 10h00. Volta ao CCJ às 17h00.
No próximo sábado, as bandas paulistanas Vincebuz e Popstars Acid Killers vão dominar a Zona Leste em mais um arrebento. São, na minha opinião (e na de muitos outros), duas das melhores bandas do coletivo Sinfonia de Cães.
Nota: é imperdível!!
21.06 (Sábado) no Formigueiro A partir das 18h, shows de: The Outbreak Toluol Vincebuz Popstars Acid Killers
+ mostra de vídeos + expo de fotos + distro de zines + grafitagem ao vivo
Formigueiro Endereço: Rua Dr. Paulo de Queiroz, n° 990 – São Mateus (esq. R. Cristovão de Oliveira/ em frente ao Colégio Rivadávia). ENTRADA GRATUITA.
Iniciei nesta semana o meu portifólio on line, onde disponibilizo para consulta as peças publicitárias, artigos, matérias jornalísticas e informativos que desenvolvi.
Quero ficar no teu corpo feito tatuagem Que é pra te dar coragem Pra seguir viagem Quando a noite vem (Tatuagem - Chico Buarque)
Dos dias que sigo em diversão longe dos seus olhos e da sua respiração, admito lá estar apenas o meu corpo presente, e que minha mente permanece entregue a refazer em imagem cada detalhe do seu rosto, sem que nenhum se deixe escapar. Das horas que passam, pouco aproveito senão nos momentos inebriantes que me reservo a pensar em você com o mesmo apuro dos apaixonados.
Dos minutos que insistem em correr devagar, facilmente desprendo uma lágrima em honra à sua ausência e lamento, sussurrando algo inaudível e óbvio, ao meu pensamento, já tão consumido por sua lembrança.
Ora! que exagero este o meu, de tornar tão melancólica a espera! que loucura pensar no amor irritantemente dependente do retorno, como se não tivesse ar, e se consumisse em agonia a cada suspiro...
Pois se é exatamente deste exagero e desta loucura, que não consigo me livrar, que nasceram estas palavras embriagadas, nada mais me cabe acrescentar.
Com novo formato para 2008, a Rádio CÃO é o fruto de uma parceria do Coletivo Sinfonia de Cães com o Centro Cultural da Juventude (CCJ), que ofereceu o seu estúdo para as gravações dos programas. Além disso, os programas também serão veiculados na Rádio Escuta, canal participativo de rádio web do centro cultural. O Estúdio Livre é um conceito de ambiente colaborativo em constante desenvolvimento, que tem por objetivo a formação de espaços reais e virtuais que estimulem e permitam a produção, a distribuição e o desenvolvimento de mídias livres. Neste primeiro programa do ano, tivemos um especial One Man Bands (bandas de um homem só), entrevistando os italianos Mr. Occhio e Number 71, que realizaram uma tour pelo Brasil. A Rádio CÃO é gravada mensalmente, com duração de 1 hora, locução de Roger Duran e Flávio Moraes, e estará disponível a partir de março no site da Escuta Livre, ou para download no site do Sinfonia de Cães.
Dirigido pelo maravilhoso Sean Penn, o longa Into the Wild (título original) traz uma proposta bem diferente no roteiro, além de ter uma fotografia poética e belíssima.
Uma boa lição de desprendimento material, anti-capitalismo e auto-conhecimento.
O Greenpeace é uma entidade digna de meu respeito. Não contribuo financeiramente, mas apóio ideologicamente o seu ativismo, sua postura e suas campanhas.
Vale destacar aqui uma das ações de grande importância para a atualidade: o aquecimento global. Quem quiser participar do abaixo-assinado, que será enviado para o presidente da república e para os ministros, pode acessar o site. http://www.greenpeace.org/brasil/participe/ciberativismo
Veja a íntegra do texto:
Participe! Proteste!
O aquecimento global já deixou de ser assunto de ficção científica e tornou-se realidade. O planeta todo está sofrendo, inclusive o Brasil. Seca na Amazônia, desertificação no Nordeste, furacão e tornados no sul... Esses fenômenos climáticos extremos são claras evidências dos problemas causados pela queima irresponsável de combustíveis fósseis por automóveis, indústrias e usinas termoelétricas e pela destruição das florestas do mundo... São apenas uma amostra de um terrível futuro que pode estar muito mais próximo do que imaginamos. Milhões de pessoas são vítimas de catástrofes como estas todos os anos. E ninguém está livre do problema!
Mas ainda há tempo para ação! É preciso que governos do mundo todo diminuam drasticamente as emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas. E o Brasil, que pela destruição de suas florestas é o 4º. maior emissor mundial, precisa combater o desmatamento e investir muito mais em energias limpas, como a do sol e a dos ventos.
Exija que o governo brasileiro faça sua parte: desenvolva uma política nacional de mudanças climáticas, identifique nossa vulnerabilidade, invista em energias positivas e em transporte coletivo de qualidade e combata de forma implacável o desmatamento.
Não há mais tempo a perder!
Para: Exmo. Sr. Luís Inácio Lula da Silva - Presidente da República
CC: Exma. Sra. Marina Silva - Ministra do Meio Ambiente Exma. Sra. Dilma Roussef - Ministra-Chefe da Casa Civil Exmo. Ministro de Minas e Energia Exmo. Sr. Sérgio Rezende - Ministro da Ciência e Tecnologia Exmo. Sr. Celso Luiz Amorin - Ministro das Relações Exteriores
Exmo. Sr. Presidente e Ministros,
Já somos vítimas das mudanças climáticas no Brasil. Seca na Amazônia, desertificação no semi-árido, furacão no sul do Brasil, estiagem em vários estados, ano após ano, mostram que somos muito vulneráveis ao aquecimento global. Não é possível saber precisamente onde ocorrerão as catástrofes nem quem serão as vítimas.
O Brasil hoje tem uma grande responsabilidade em relação ao problema, já que é o 4º. maior emissor de gases de efeito estufa. Sabemos que a destruição de nossas florestas, principalmente da Amazônia, contribui com 75% de nossas emissões.
Assim, exigimos que o governo brasileiro combata de forma implacável o desmatamento, desenvolva uma política nacional de mudanças climáticas, identifique cada uma de nossas vulnerabilidades, estabeleça planos de adaptação aos impactos que não podemos evitar e invista em energias positivas e em transporte coletivo de qualidade.
Nós, brasileiros, temos todo o direito de saber onde somos mais vulneráveis aos efeitos devastadores do aquecimento global e como vamos reduzir nossa contribuição a este problema. Não temos tempo a perder nesta luta pela nossa sobrevivência!
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Achei interessante encontrar o termo "anos 70" em 13º no Brasil. De modo geral, prevalece a busca por pessoas famosas, programas de televisão e temas de entretenimento. Nenhum espanto, certo? Vale conferir. O s